(Texto de Alexsandro Stumpf)
Foi em 2010, diante da entrada do
iPad no Brasil, que despertou meu interesse pelos livros digitais. A
demonstração do livro A menina do narizinho arrebitado, de Monteiro
Lobato, na Bienal de São Paulo, aguçou, na época, a minha curiosidade
sobre a produção de eBooks. Atuando há três anos numa editora
universitária e há mais de 10 anos na área de criação gráfica, percebi
que era hora de buscar novos desafios.

Inicialmente busquei compreender como o mercado editorial estava se adaptando a esse novo cenário, quais eram os dispositivos, os formatos e os aplicativos de leitura que vinham ganhando destaque. Confesso que os Apps me enxiam os olhos. O que eu queria mesmo era produzir livros interativos. Sobre o formato ePub, não conhecia muito e me parecia limitado em termos de interação – percebi, mais tarde, que estava equivocado.
Nesse período eu também buscava
ingressar em uma pós-graduação em nível de mestrado. Descobri que em
Florianópolis, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), estavam
ofertando o curso de Mestrado em Design e Expressão Gráfica, com uma
linha de pesquisa na área de hipermídia. Era tudo o que eu precisava
para iniciar a elaboração de um projeto sobre livros digitais
interativos.
Meu objetivo com o projeto não
era apenas de desenvolver uma pesquisa teórica, mas também “colocar a
mão na massa”. Por isso foi fundamental continuar trabalhando na editora
e me sacrificar um pouco com as viagens semanais de Chapecó – cidade
onde resido e atuo profissionalmente –, a Florianópolis. Trabalhar numa
editora universitária fora de um grande centro, faz com que o acesso a
cursos e o diálogo com profissionais da área de livros digitais torne-se
um pouco mais difícil. Mesmo em Florianópolis, o mercado de eBooks
ainda não tinha grande visibilidade e foi preciso buscar, paralelo ao
mestrado, um curso que me oportunizasse aprender na prática a
desenvolver livros digitais com qualidade.
Foi aí que conheci o blog
Revolução eBooks e, por meio dele, a Simplíssimo Livros. No segundo
semestre de 2011 eu já acompanhava diariamente as notícias publicadas no
blog, havia me cadastrado no grupo de discussão por e-mail, e logo me
inscrevi no curso de Produção de eBooks da Simplíssimo, promovido em São
Paulo. Lembro que aproveitei a viagem para conhecer também a Lab360,
empresa desenvolvedora do eBook A menina do narizinho arrebitado.
Esse foi o divisor de águas para eu optar entre um aplicativo fechado e
o formato ePub livre e aberto, acessível em diversos dispositivos e
aplicativos de leitura.
Mais informações: http://revolucaoebook.com.br/topo-ibookstore-case-sucesso/
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